O PT DEU UM TIRO NO PÉ? MARINA NO PSB AMEAÇA DILMA OU ATÉ MESMO LULA?



Pessoalmente achei a escolha de Marina para entrar no PSB mal pensada. A ex-Ministra tem todas as condições de estar como cabeça de chapa em qualquer partido menor, ir para o segundo turno  enfrentando Dilma alem do que, com toda certeza, um partido menor sem estrelas favoreceria muito mais os prováveis candidatos do REDE Solidariedade.

Enfim, vejo a opção de Marina pelo PSB de Eduardo Campos, como uma vingança direta ao governo federal, por sua derrota no TSE, colocando em segundo plano até mesmo os  seus compartidários sonháticos, que ficaram com certeza bem decepcionados com esta escolha.

O Governo Federal tem realmente trabalhado contra novos partidos, principalmente contra o partido daquela que é a preço de hoje, a principal ameaça a reeleição de Dilma ou ao imaginário retorno de Lula? Tudo indica que sim. Mas não podemos colocar o TSE nesta suposta conspiração contra Marina, claro que não. Os ministros apenas  cumpriram o que a lei eleitoral determina.

Mas devemos perceber que a maioria esmagadora das assinaturas coletadas pelo REDE e que foram anuladas, coincidentemente pelos cartórios do Rio Grande do Sul, cujo governo é do PT (Tarso Genro, ex-ministro da justiça) e no Grande ABC.  

Porventura  haveria alguma incoerência nesta suspeita? São puras fantasias de teorias das conspiração?

Não creio,  porque houve inclusive no Congresso, tentativas na sombra dos regimes de urgência, a  aprovação de projeto de lei, que depois foi  paralisado pelo STF, e que praticamente inviabilizava os novos partidos para as próximas eleições, tirando verbas , tempo de TV, etc, etc. E é mais do que conhecido pelos corredores de Brasília que este projeto de lei, teve seu tubo de ensaio inicial no gabinete da  Presidência da República. Portanto não é tão absurda a tese de perseguição ao REDE nas zonas eleitorais governadas pelo PT e aliados citadas acima.

Enfim, foi uma opção de Marina que surpreendeu os mais experientes analistas políticos, políticos do país e da Paraíba, inclua-se aí, Dilma, Lula, Aécio, Cássio, Cícero, família Vital e enfim muitos outros, incluindo humildemente neste ilustre grupo de calças curtas, também eu.

O Senador Cícero Lucena aliás, deu uma declaração em entrevista realizada ontem, segunda(07) , na TV Master, no programa do nosso patrimônio televisivo folclórico carnavalesco Alex Filho, que não só foi pego de surpresa, mas também de agradável  surpresa, porque avalia o nosso Senador, que a dobradinha Marina e Eduardo Campos teria condições de colocar o Planalto em cheque.  Será?

Cícero ainda defende que caso Marina esteja bem nas pesquisas, melhor do que Eduardo, o mesmo teria a humildade de abrir mão da cabeça de chapa. Pode ser. Mas porque inadvertidamente numa entrevista da TV, Cícero se mostra levemente penso ou pendente a simpatizar com a candidatura nacional do PSB?
  1.  Aécio não seria mais candidato ou aceitaria uma posição de vice;
  2. Teria ele desistido de sua disputa pessoal com Ricardo Coutinho e se aproximar do PSB paraibano?  
  3. Tentar uma aproximação com o PSB para uma disputa presidencial?
Nãnãninãnão , meus generosos e pacientes leitores.  De acordo com ele mesmo, Cícero não vai desistir de tirar Ricardo do Palácio da Redenção. E muito menos irá desistir de ter Cássio como candidato do PSDB na Paraíba e apoiar ativamente Aécio para a eleição ao Planalto. Mas talvez em nível nacional, como ele mesmo disse, há uma pequena possibilidade do PSDB apoiar Marina e Eduardo em um segundo turno, se acontecer a indesejável ausência (sentimento de Cícero) de Aécio, no qual a chapa de Marina dispute diretamente com o PT.

Mesmo assim, Cícero, paradoxal, mas inteligente e experiente político que é, sabe que não pode se iludir com esta posição, e acha que se houver uma disputa com Aécio e Dilma, o PSB apoia Dilma, e se houver uma disputa com Aécio e Marina, o PT apoia Marina.

Enfim, o objetivo do PSDB tanto paraibano quanto nacional, seja quais forem as opções do cenário de um segundo turno eleitoral para a presidência, será a tarefa hercúlea, mas não impossível, de interromper a hegemonia do  PT e do seu bolsa família na política nacional.

Não sei avaliar o quanto isso será possível, mas com certeza a Dilma e o PT arrumaram uma boa dor de cabeça, com o tiro no pé que foi dado(aliás, apenas um de muitos, mas este pode ser mortal), impedindo a Marina de ter o seu próprio partido.

Talvez, isso seja o prenúncio da queda de uma esquerda “socialista” e festiva que mentiu ao povo brasileiro, que esqueceu suas origens, que se vendeu a bandidos e principalmente, nada tem de respeito e amor aos símbolos nacionais.

Tomara que caia...