Podem me chamar de chato, paranóico, etc.etc. Não me importo.
Me importa sim, mostrar que como
cidadão usuário dos serviços público com água, luz entre outros,
não aguento mais a exploração diária a que somos submetidos
descaradamente em nome das melhorias destes mesmos serviços.
Falta água em mais de 23 bairros de João
Pessoa nesta quarta e quinta-feira, segundo a Cagepa, que alega realizar manutenção eletromecânica na Estação
Elevatória de Água Bruta e na Estação de Tratamento de Água, em
Gramame. Para isso, a empresa precisou suspender o abastecimento, em João Pessoa
e na cidade de Cabedelo.
Ora, esta mesma estação de Gramame, de acordo com o que eu sei já teve a mesma manutenção no mês passado por 2 ou 3 vezes!
É interessante lembrar que no período alto do verão, em que a seca estava mais forte, não havia corte por estas manutenções com tantas frequências, mas sim por racionamento para preservar o nível dos reservatórios.
Agora que estamos em época de mutia
chuva, as manutenções aumentaram, porque a justificativas de
racionamento se fossem aplicadas seriam totalmente improcedentes.
Aí você amigo leitor, me pergunta.
Mas, Eliseu porque você suspeita que a Cagepa pode estar agindo de
má-fé?
Eu respondo: Simplesmente porque, Caro
Leitor, estamos pagando pelo ar que não bebemos. Não,
não estou tratando de ar que se respira, mas daquele que passa pelo
cano da rede de água toda vez que ocorre a falta de água com o
conseqüente esvaziamento da canalização da rede. E esse ar passa
com tanta violência que faz girar o relógio mais rápido do que a
água.
Quando a água retorna, o
ar que está nos canos sobe para as caixas d’água passando pelo
hidrômetro (o relógio da água) marcando como consumo de água todo
aquele ar que preenchia os espaços vazios, agora ocupados pela água
que é vertida dos reservatórios.
É
claro que não podemos impedir a falta d'água indefinidamente.
Alguma vez sempre haverá de faltar. E nestes casos, não há ação
que a Cagepa possa tomar a não ser a instalação em cada
residência, de aparelhos eliminadores de ar da canalização.
Por
isso a minha dúvida na integridade do calendário de manutenções
da Cagepa que tem aumentado mês a mês, cada vez mais perto do inverno.
Isso
sem falar nos transtornos que é causado as famílias dos cidadãos
paraibanos, que já pagam caro por uma água de qualidade duvidosa,
esse corte que que dura nada menos, mais do que 24 horas do dia.
Enquanto
a Cagepa não implantar a política da instalação destes aparelhos
em todas as residências do estado, entenderei sempre como uma gestão
duvidosa a que está atualmente na Cagepa.
A
Cagepa não é distribuidora de ar e sim de água.
É
um problema antigo, mas que continua na gestão de Ricardo Coutinho, só
que pior, bem mais grave. Talvez por causa do empréstimo de 200 milhões que ainda
não foi aprovado.
Enquanto
isso, amigos paraibanos, como medida minimizadora, aconselho fechar
os registros gerais de suas residências em cada corte de água. E precisamos iniciar
unidos uma campanha estadual para a instalação dos aparelhos
eliminadores de ar em nossas casas.
