No Brasil sempre se disse que éramos a parte maior do quintal dos
EUA na América Latina. O que nunca esteve muito longe da verdade. E as
revelações de Edward Snowden, vem colocar uma confirmação tácita de que
os EUA já invadiram o Brasil, e pior, foi uma invasão com um pequeno
exército.
O site G1 noticiou nesta segunda 08,
que funcionou em Brasília, pelo menos até 2002, uma das estações
de espionagem nas quais agentes da
Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) trabalharam em conjunto com a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos. Não se pode afirmar que continuou depois desse ano por falta de provas. Documentos da NSA a que O GLOBO teve acesso revelam que Brasília fez parte da rede de 16 bases dessa agência dedicadas a um programa de coleta de informações através de satélites de outros países.
Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) trabalharam em conjunto com a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos. Não se pode afirmar que continuou depois desse ano por falta de provas. Documentos da NSA a que O GLOBO teve acesso revelam que Brasília fez parte da rede de 16 bases dessa agência dedicadas a um programa de coleta de informações através de satélites de outros países.
Satélites são vitais aos sistemas nacionais de comunicações, tanto quanto as redes de fibras óticas em cabos submarinos. O Brasil não possui nenhum, mas aluga oito, todos do tipo geoestacionário - ou seja, que permanecem estacionados sobre uma região específica da Terra, em geral na linha do Equador.
Há também um conjunto de documentos da NSA, de setembro de 2010,
cuja leitura pode levar à conclusão de que escritórios da
Embaixada do Brasil em Washington e da missão brasileira nas Nações
Unidas, em Nova York, em algum momento teriam sido alvos da agência.
Essa mesma documentação expõe os padrões da NSA para
monitoramento de informações em escritórios estrangeiros, nos EUA.
São softwares de espionagem operados a partir de implantes físicos
nas redes digitais privadas e em computadores: Highlands é o
codinome de um programa de coleta direta de sinais digitais; o
Vagrant funciona através de cópias das telas de computadores; e o
Lifesaver, via cópia dos discos rígidos onde ficam armazenadas as
memórias das máquinas. Os três programas teriam sido usados para
espionar dados brasileiros.
No domingo, O GLOBO mostrou que, na última década, a NSA
espionou telefonemas e correspondência eletrônica de pessoas
residentes ou em trânsito no Brasil, assim como empresas instaladas
no país. Não há números precisos, mas em janeiro passado, por
exemplo, o Brasil ficou pouco atrás dos Estados Unidos, que teve 2,3
bilhões de telefonemas e mensagens espionados.
Para tanto, a agência contou com parceiros corporativos no uso de
ao menos três programas de computação. Um deles é o software
Prism, que permite acesso aos e-mails, conversas online e chamadas de
voz de clientes de empresas como Facebook, Google, Microsoft e
YouTube, entre outras. Outro programa é o Boundless Informant, para
rastrear registros como hora, local, etc., de e-mails enviados ou
recebidos. Há também o X-Keyscore, capaz de reconhecer uma mensagem
escrita em diferentes idiomas em correspondência de e para o Brasil.
E ainda existe o Fairview, pelo qual é possível monitorar grandes
quantidades de informações trocadas por pessoas e empresas em
distintos lugares.
Brasília se destacou como única estação na América do Sul no
mapa descritivo das operações americanas de espionagem por
satélites estrangeiros.
Entre os corredores do Planalto, comenta-se que a reação da
Presidente Dilma foi de extrema irritação, o que demonstra que o
governo brasileiro foi o último a saber.
Agora as perguntas que não se calam:
- Cadê a Abin e qual foi o papel da agencia neste espisódio
- Se a Abin sabia, porque o Planalto não foi alertado?
- Se a Abin não sabia, pra que serve esta agência mesmo?
