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| Amanda Epifanio Pereira Especialista do site Minha Vida |
As prateleiras de
farmácias e lojas de produtos naturais foram invadidas por gorduras, seja em
cápsulas ou óleo, com várias alegações de benefícios à saúde, além é claro, do
poder emagrecedor. Entre as vedetes há o ômega 3, óleo de linhaça, óleo
de cártamo, óleo de gergelim e até mesmo o óleo de coco, que ganham
cada vez mais espaço na vida das pessoas.
Já a gordura natural do alimento
segue um caminho absolutamente inverso. São as primeiras a sair do cardápio de
quem pretende perder peso ou adotar um estilo de vida mais saudável, deixando
de fazer parte da vida das pessoas.
Um comportamento controverso e talvez possa
ser explicado pela dificuldade de entender os diferentes tipos de
gordura.
As gorduras são
realmente intrigantes. Apesar de gorduras, são distintas umas das outras em
suas composições. As gorduras saturadas são sabidamente deletérias e estão
associadas ao aumento de doenças cardiovasculares. Já as gorduras insaturadas
fazem o papel de guardião, protegem o coração e previnem de outros processos
inflamatórios. Essa distinção de tipos de gorduras pode ser o fator que
contribuiu para o aumento do uso de suplemento e promoveu a redução de gordura
no prato de refeição. Aparentemente ficou mais fácil tomar uma cápsula do que
ficar atento à gordura dos alimentos. Mas as aparências podem enganar.
Nenhum suplemento
deve substituir as gorduras do cardápio. Primeiro é preciso esclarecer que eles
não são capazes de gerar perda de peso. Além disso, alguns podem até ser
deletérios, como é o caso do óleo de coco, que aumenta o colesterol. As demais
são realmente boas gorduras, mas elas devem fazer parte da alimentação
cotidiana e, exceto raras exceções, poderão ser utilizadas como suplementos
alimentares.
As gorduras
alimentares devem continuar no cardápio. Apesar das associações negativas e de
seu elevado teor calórico, retirar as gorduras da alimentação é um erro. Mesmo
para quem precisa perder peso. Toda alimentação saudável e balanceada deve
conter 30% do teor calórico total da dieta em gorduras.
Essa recomendação se
baseia nas importantes funções das gorduras para a saúde humana. Elas são
fundamentais no processo de produção dos hormônios, no transporte de vitaminas,
além disto, são componentes das membranas celulares, participam da função
imunológica e anti-inflamatória, aumentam o poder de saciedade e a
palatabilidade dos alimentos.
Fica muito mais
fácil perder peso quando o cardápio a ser seguido é gostoso. Ninguém consegue
seguir um plano alimentar monótono por muito tempo. Exatamente por isso é muito
importante preservar as gorduras na dieta.
Ganha-se em sabor, prolonga-se
o tempo de tratamento e permite o alcance do peso ideal e sua manutenção. Outro
ponto, é que sem a contribuição de saciedade promovida por esse nutriente, não
é possível controlar a fome, levando ao consumo ainda maior de fontes de
carboidratos (pães, bolachas, arroz e batatas), impossibilitando a perda de
peso e/ou trazendo outros riscos à saúde.
Quando se escolhe um
suplemento de gordura não se alcança resposta de saciedade e não há melhora do
sabor dos alimentos. Ainda que haja benefícios, perde-se funções importantes
para o equilíbrio nutricional. Além disso, ao escolher um alimento rico em gorduras
insaturadas, não se escolhe um único tipo de gordura, como ômega 3, por
exemplo, outras gorduras do bem estão no mesmo alimento, potencializando seu
efeito protetor.
As gorduras
protetoras ou insaturadas são divididas em dois grupos: monoinsaturada e
poliinsaturada. As primeiras são encontradas principalmente em alimentos de
origem vegetal como azeite e oliva, óleo de canola, óleo de gergelim, abacate,
nozes e castanhas. Os óleos podem ser utilizados no preparo de comidas básicas
como arroz e feijão e no tempero de folhas e legumes. As poliinsaturadas estão
presentes nos peixes de água fria e também em óleo vegetais e castanhas.
Para facilitar o
entendimento para o consumo das gorduras, é importante saber que o equilíbrio
pode ocorrer natural e espontaneamente ao substituir as carnes vermelhas -
ricas em gorduras saturadas - por peixe. Esse é um processo que não deixa
brecha para erros nutricionais, a conduta é simples. Essa conduta não significa
abolir o consumo de carnes vermelhas, mas sim comer mais vezes na semana o
peixe.
Outra questão importante a esclarecer é que ao contrário do que muitos
pensam, os óleos vegetais devem continuar participando do preparo de todas as
refeições. Cozinhar com óleo é saudável, podendo ser o óleo de soja, milho, girassol
ou canola! O cuidado, como em todos os grupos alimentares, é o controle
da porção.
Outros fatores podem
estar por traz ao crescente interesse dos suplementos de gorduras em cápsulas e
óleos, mas a grande verdade é que, ainda, ninguém conseguiu demonstrar proteção
superior àquela que um bom prato de comida, colorido, variado e gostoso pode
trazer! Fica a dica!
Fonte: Site Minha Vida
Fonte: Site Minha Vida
