“Até o final do ano, tentarão prender o Lula”
A frase que dá título a esse texto não foi dita por um militante petista desvairado. Nem por um jornalista (como esse que vos escreve) afeito a teorias da conspiração. Essa frase foi divulgada pelo Jornalista Rodrigo Viana em matéria da Revista Forúm em agosto de 2015.
De acordo com o jornalista, saiu da boca de um advogado paulistano, bem-sucedido, com sólida formação acadêmica (é também professor de Direito), sócio de um escritório na região da avenida Paulista.
Detalhe: ele votou em Aécio no ano passado, mas não disse a frase em tom de “comemoração”, mas de alerta.
A conversa aconteceu num encontro social privado, há alguns dias, antes portanto da prisão de José Dirceu. O advogado, a quem Rodrigo Viana conheçe há mais de 30 anos, tem na sua carteira de clientes alguns empreiteiros. Um deles está em prisão domiciliar, por causa da Lava-Jato, e algumas semanas atrás foi obrigado a depor algemado em Curitiba – como forma de pressão.
Bom, agora eu pergunto: estamos em 2016. O Lula foi preso?
Não.
Mas isso não quer dizer que não estão realmente tentando.
A operação golpista da Polícia Federal apelidada de “triplo x”, em alusão à compra não concretizada de um imóvel de três pisos pela família do ex-presidente Lula.
Apelidada de “operação triplo x”, a investigação da PF já apresenta conclusão antes mesmo de começar a atuar.
Agora ficou claro, de uma vez por todas, que a captura de Lula e sua anulação política é o grande prêmio que buscam a Operação Lava Jato e seus mentores, os quais, claro, não estão dentro, mas fora da Polícia Federal, sendo agentes político-econômicos.
Não conseguirão condenar Lula por mais esse factoide, mas em um momento em que órgãos policialescos estão usando instrumentos de exceção para coagir pessoas a fazerem denúncias políticas, uma prisão cenográfica é tudo de que a direita acha que precisa para destruir Lula.
O problema essa oposição irresponsável e incompetente, junto como grupos aparelhados do MP e da PF realmente acham que poderão colocar as mãos em Lula sem consequências.
Pior consequências graves, porque tocarão fogo no país.
Aliás, a proteção em torno do ex-presidente Lula já começou, com os vários grupos de esquerda, movimentos sociais, entidades civis para enfrentar de frente a sanha do aparelhados da Polícia Federal.
Tanto quanto o nome, o objetivo da operação é infame e não engana ninguém: um suposto apartamento no Guarujá sobre o qual não há nenhuma prova de que lhe pertença ou a seus familiares.
É inacreditável que o sistema jurídico brasileiro esteja assistindo a um grupo de policiais e promotores, sob a evidente ânsia de um juiz de primeira instância esteja ordenando prisões e buscas em todo país atrás de tudo o que lhe possa servir de mote para prender o Lula.
Em nota oficial, a Justiça Federal do Paraná afirmou nesta tarde (26) que é falsa a entrevista com o juiz federal Sérgio Apesar disso, há 3 dias atrás, A Justiçã Federal desementiu uma entrevista de Moro atribuída a um jornalista do “Correio da Manhã” e distribuída pelas redes sociais durante todo o dia. No texto, o comandante da operação Lava Jato faz acusações ao ex-presidente Lula, se diz jurado de morte e pede apoio das redes sociais para leva-lo à prisão.
Muito pouco ainda para conter os absurdos que a Lava Jato vem cometendo contra a própria Constituição Federal.
A questão é uma só.
Se o Lula estivesse envolvido com corrupção, já não teria sido pego? Nunca houve na história deste país, um ex-presidente que teve a vida pessoal e pública tão devassada e investigada quanto ele.
A sociedade como um todo já percebeu que não querem investigar um crime, mas inventa-lo.
Querem inventar um crime que simplesmente não existe.
E isso é crime!
Se conseguirem armar para o ex-presidente, uma armadilha jurídica, a ponto de concretizarem sua prisão, uma coisa é certa.
Esse país vai pegar fogo e entrará numa convulsão social gravíssima.
E não pense essa oposição desmiolada, que não serão eles os primeiros a serem carregados pelo tsunami fratricida que varrerá o país de norte a sul, de leste a oeste.
