PARAÍBA PERDE R$ 2,4 BI DO GOVERNO FEDERAL POR ERROS PRIMÁRIOS E INCAPACIDADE DE PESSOAL EM PROJETOS DE CONVÊNIOS

Mais uma vez, vem a tona a infeliz e velha questão sobre o dinheiro que as gestões públicas na Paraíba, inclusive o governo estadual perdem por falta de preparo, de cumprir prazos ou até mesmo falta de interesse em captar os recursos tão necessários para o estado. 

A Paraíba deixou de receber do Governo Federal, nos últimos 17 anos, (incluem-se aí gestão Maranhão, gestão Cássio, gestão RC, etc...) um montante de R$ 2,4 bilhões relativos a convênios firmados em função de erros na execução de projetos...


Os dados são de um levantamento feito pelo consultor e instrutor de projetos na área de captação de recursos Izaias de Carvalho.

De acordo com as informações levantadas por Izaias, junto ao Sistema de Convênios (Sincov), entre 1º de janeiro de 1996 e o último dia 24 de abril, em relação à Paraíba, o estado teve liberado um total de R$ 7 bilhões, em 13.785 convênios firmados, sendo que os R$ 2,4 bilhões foram perdidos.

O levantamento mostra que a Paraíba ocupa o 12º lugar no país no ranking de participação em parcerias com o Governo Federal. O Distrito Federal foi a unidade que mais firmou convênios nestes 17 anos.

“Gasta-se na elaboração do projeto, aí porque foi mal preparado tem que se devolver os recursos, o que é um absurdo”, diz Izaias de Carvalho explicando a perda de verbas que já haviam sido liberadas. Segundo o consultor, que trabalha nessa área há 22 anos, a maior razão para que os gestores e entidades não consigam executar os projetos é a falta de pessoal qualificado. “Os convênios são muitas etapas e todas devem ser cumpridas da forma correta”, pontua.

Na próxima semana o consultor, que é de Minas Gerais, vai estar em João Pessoa dando um curso para orientar gestores sobre a utilização do Sincov, ferramenta que é utilizada pela internet para que sejam dada entrada nos convênios junto ao Governo Federal. “Hoje tudo é feito pela internet , a partir do Sincov. Até 2008 era apresentado em formulário, isso levava tempo para ser encaminhado para ser analisado. No processo eletrônico ficou disponível para que vários órgãos analisassem o pedido ao mesmo tempo”, enfatiza Izaias.

Carvalho ressalta ainda que existem muitos erros no processo de solicitação, o que acaba fazendo com que os convênios não sejam firmados.“O principal erro é a falta de dados que dê sustentabilidade ao projeto. É preciso provar no projeto que aquela entidade que está propondo tem meio de sustentar, quando não comprova isso, acaba sendo reprovado”, destaca. O especialista também destaca que os gestores precisam ter pessoas capacitadas em suas administrações. “Tem que se ter conhecimento de direito, conhecimento de planejamento e da área financeira, contábil e também orçamentária”.

Fonte: G1



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